O Amazonas chegou com a moral em alta para a estreia da Série B do Campeonato Brasileiro após conquistar o seu segundo título estadual. Mas essa moral "caiu por terra" após o fim do primeiro duelo diante do Goiás: derrota por 1 a 0.
Mas a questão não é a derrota em si, ainda mais jogando fora de casa e com uma equipe que quase sempre é postulante ao acesso, mas a forma como foi. Após sofrer um gol relâmpago no início do jogo, a equipe teve um jogador a mais durante praticamente todo o segundo tempo, mas não soube aproveitar. Mas não foi só isso. Confira a análise:
A formação do time foi diferente em relação às equipes que vinham jogando no estadual e em outras competições. O esquema tático 3-5-2 já havia sido utilizado pelo técnico Eduardo Barros, mas dessa vez, a linha de zagueiros teve uma formação diferente. Wellington Nascimento, que normalmente jogava na direita, dessa vez ficou no meio. E Bruno Ramires passou para a direita.
Diferentemente do duelo da final do Campeonato Amazonense, que utilizou o esquema 4-3-3, que em determinados momentos se transformava em 3-5-2 com Cocote com "válvula de escape" nos contra-ataques pela esquerda, dessa vez Eduardo Barros colocou o lateral Alyson no lugar. Rodrigo Varanda e Henrique Almeida, bem marcados, quase não produziram, se resumindo a Rafael Tavares e Alyson, que conseguiram ter as melhores chances.
Mas apesar de sofrer o gol no início do jogo e ficar sob o domínio do Goiás em boa parte, pelo menos no primeiro tempo, das poucas vezes que chegou ao ataque, levou mais perigo, como em um chute de Alyson defendido pelo goleiro e em uma finalização para fora de Tavares.
O time ficou boa parte da segunda etapa no campo de ataque, mas apenas "rondava" a área do Goiás. Em algumas situações, passou a alçar bolas na área, mas já não tinha atacante de referência no momento e acabava não aproveitando as jogadas.
Agora, para o próximo duelo, no sábado (12), na Arena da Amazônia, contra a Ferroviária, a questão é saber se o time vai repetir a mesma formação ou se entrará com outro esquema, o 4-3-3, por exemplo; ou se jogadores que ficaram em Manaus, por opção técnica, como Luan Silva e Sassá, serão relacionados.